quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

ACADEMIA FILOSÓFICA X ACADEMIA DE MUSCULAÇÃO

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       Academos foi um herói grego, da qual Platão se fez presente com seu nome e o homenageou colocando "Academia" como nome de sua escola filosófica. Assim, se seguiu a construção de diversas academias durante a história. Mas por que as academias de musculação tem este nome então, já que elas não são escolas que buscam o ensino teórico?


       Aí que tá, as academias de musculação buscam o aperfeiçoamento do corpo biológico, buscam uma transformação no saber do próprio e um ensinamento não teórico (muitas vezes sim), mas físico. A academia de Platão também buscava um ensinamento, talvez por isso a relação da nomenclatura destas. Não esquecendo que dentro desta academia de Platão, ginástica era uma matéria com uma grande ênfase, assim como filosofia e matemática, ou melhor, eram as matérias ali ensinadas. 

       As academias de musculação buscam uma transformação no modo de vida das pessoas que ali adentram, seja com os objetivos que forem e da forma que são. A academia de Platão visava uma transformação também, uma transformação no saber, uma transformação visada no diálogo, onde este era o principal método de ensino e priorizado por todos que ali estavam, talvez por isso grandes falas e pensamentos tenham saído dali, tanto quanto muitos pensadores que seguiram ensinando outras pessoas.

       O diálogo nada mais é que uma forma de expressão dotada pelas pessoas com o intuito de se comunicarem. Um parênteses que aqui faço, é que o 2 será sempre 2, o 7 será sempre 7. Os números estão condenados a serem sempre a mesma coisa. As palavras por mais que contenham inúmeros sentidos e sejam carregadas de enorme saber, muitas vezes elas não levam o verdadeiro real do seu significado. Falar "eu te amo", por exemplo, é algo muito banal, muito fácil de se dizer e muitas vezes não carregada de verdadeiro valor. Outro exemplo é quando você chama seu amigo de filho da p@$%*, você não quis chamar ele assim e talvez só o mais íntimo amigo para você chamar desta maneira.

      Já as expressões...aah!! Essas não tem como, não temos como fugir, essas expressam total condição de como somos e de como estamos. Quantas vezes você já disse "eu não consigo dizer com palavras tamanha felicidade", mas os seus gestos, esses sim diziam o quanto você estava feliz neste momento. 

       Mais uma vez temos uma prova de que as palavras são expressões e que praticamente tudo que fazemos são meios contidos na expressão, inclusive dialogar, como fazia Platão com seus alunos.

     Tudo isso, para apenas dizer que na academia, você nada mais está do que se expressando e ao invés de utilizar o vocabulário, você utiliza seu corpo como meio para tal.

domingo, 3 de novembro de 2019

MECÂNICA DO COTIDIANO


Ultimamente nos centros de treinamento (academia, box, Ct) ouve-se muito falar em inibição de um músculo e hiperativação de outro. Essa hiperativação seria uma tentativa do corpo de compensação referente a musculatura que esta inibida.

Sabe-se que o corpo é constituído de partículas, portanto, nós somos milhões de partículas ambulantes. Os organismos vivos possuem características incríveis, porém um tanto quanto complexas.


(Imagem retirada da Internet)

               Nelson & Cox (2011) afirmavam que uma dessas características eram os sistemas para extrair, transformar e utilizar a energia do ambiente, permitindo aos organismos construir e manter suas intrincadas estruturas, assim como realizar trabalho mecânico, químico, osmótico e elétrico, o que neutraliza a tendência de toda a matéria de decair para um estado mais desorganizado, entrando assim em equilíbrio com seu ambiente.

                Rose e Gamble, no famoso livro “Marcha Humana” (1998), descrevem que na marcha, o movimento dos membros e do tronco são integrados, diminuindo o deslocamento vertical do centro de gravidade. Também afirmam que as células convertem energia das fontes alimentares naquela que pode ser usada para as reações moleculares do metabolismo celular. Esses processos fisiológicos envolvem várias formas de transdução de energia química das ligações moleculares para a energia térmica de calor ou trabalho mecânico.

                Como podemos ver, praticamente tudo se resume a ajustes fisiológicos que o próprio corpo cria como forma de melhor atender as demandas nele impostas.

“Funções definidas para cada um dos componentes de um organismo e interações reguladas entre eles. [...] A interação entre os componentes químicos de um organismo vivo é dinâmica; mudanças em um componente causam mudanças coordenadas ou compensatórias em outro, com o todo manifestando uma característica além daquelas de suas partes individuais. O conjunto de moléculas realiza um programa, cujo resultado final é a reprodução e a autopreservação do conjunto de moléculas – em resumo, vida" (Nelson & Cox, 2011).

                Se somos feitos de partículas e no momento de uma alteração em um componente de uma intrincada estrutura altera-se outras, consequentemente podemos dizer então que um “glúteo inibido”, talvez não seja apenas um glúteo inibido, mas sim uma cascata de consequências derivadas de uma alteração em um componente dessa estrutura.

                Muito também se fala, na questão de conservação de energia. O corpo sempre vai tender a buscar esta conservação como forma de adaptação e ajuste que este mesmo sofreu ao longo dos milhares de anos. Tem-se a ideia de que pessoas que passam muito tempo sentadas, tendem a ter a inibição muscular do glúteo com o intuito de melhor economizar energia de uma musculatura que não é tão exigida durante o dia a dia - “assim entenderia o corpo”.

                Então, temos que ter a noção que uma compensação muscular pode estar sendo resultado de outras compensações, por conta de uma alteração em um componente dessa cadeia maravilhosa chamada corpo. 

domingo, 27 de outubro de 2019

EXISTE BIOMECÂNICA CORRETA?


Ultimamente venho me questionando sobre muitas coisas, inclusive a biomecânica correta nos exercícios, se realmente vale a pena ser perfeccionista ao extremo em termos de desempenho, cobrando, por vezes, o que as pessoas não podem dar, como uma boa amplitude, por exemplo.

"A gente tá tão preocupado com padrão, com prevenção de lesão, ‘porque ele tem que levantar, porque ele tem que acertar’. Eu fico imaginando o caçador, coletor na floresta, vem um leão para pegar e tem uma árvore que ele pode subir aí ele pensa ‘cara, meus joelhos, deixa eu alinhar meus joelhos, o pé tem que ter os três pontinhos do pé, coluna..’, quando ele ajeitar, já foi, o leão pegou” (Alan Bastos em Movimento Humano pela Peak Digital Conference).

Vendo alguns esportes, me deparei com algumas cenas relativamente parecidas com esse exemplo acima descrito pelo Alan Bastos. No vôlei, o(a) líbero (o que fica com a camisa diferente), é o(a) melhor defensor(a) da equipe. Quando um jogador adversário ataca a bola e ele(a) precisa defender, nem sempre ele(a) conseguirá fazer o gesto técnico perfeito do esporte e nem sempre ele(a) conseguirá manter o corpo em uma postura perfeita, ele(a) só quer não deixar a bola cair. 

(Imagem retirada da Internet)
 (Imagem retirada da Internet)

“O movimento é inerente a nossa biologia por conta da nossa história lá de 7 milhões de anos que demoramos para chegar até aqui. [..] A gente precisou gerar uma série de adaptações ao ambiente que a gente vivia. Adaptação mesmo não é ajuste, quando a gente treina a gente gera ajuste, a gente foi gerando adaptações morfológicas, fisiológicas, neurofisiológicas que nos levaram a ter o corpo que a gente tem hoje e as respostas que a gente tem hoje ao exercício e essas respostas são em primeira estância saúde” (Alan Bastos em Movimento Humano pela Peak Digital Conference).

Nesse momento, eu percebi que muitas vezes a biomecânica perfeita não se faz presente no cotidiano das pessoas. Eu JAMAIS vou dizer para negligenciar isso em um treinamento, mas já que pregamos (Educação Física) tanto a individualidade biológica, porque não começamos a colocar ela em prática, partindo do pressuposto que por vezes a biomecânica de um exercício para um, seja alterada para outro e entendermos que isso não irá comprometer o desempenho deste aluno.

 (Imagem retirada da Internet)

Com certeza, grande parte das pessoas que olharem essa imagem, a primeira coisa que irão pensar é no valgo dinâmico (joelhos para dentro). Nessa imagem, temos um dos melhores e mais respeitado tenista do mundo, Roger Federer. Com certeza, para o alto desempenho, um melhor gesto corporal, facilitará o jogo e o seu desempenho, mas se vem uma bola na qual ele não estava esperando ou que não facilitara este gesto técnico, ele não deixará de rebater porque seus joelhos não estarão alinhados ou porque ele não está na sua melhor postura, haverá um ajuste para que ele possa rebater essa bola da melhor maneira possível para o momento.

 Antigamente, tinha-se a ideia de que um bom velocista deveria ter uma excelente arrancada, se não ele ficaria para trás e não se recuperaria mais. Aí surge um homem chamado Usain Bolt e quebra esse paradigma, mas a partir dele é que pudemos entender que a individualidade biológica se faz presente em todas as instâncias dos esportes e do cotidiano das pessoas, inclusive aquelas que preferem exatas e as outras que preferem humanas (isso também é uma representatividade da individualidade).

“Qual é a beleza do movimento? Você vai treinando, você vai treinando, o seu organismo vai se adaptando, vai se tornando mais eficiente, você vai se ajustando” (Alan Bastos em Movimento Humano pela Peack Digital Conference).

domingo, 1 de setembro de 2019

PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA


O profissional de Educação Física é o cara esquecido, o cara que ninguém lembra. Recentemente fui em uma palestra que era dita para a “área da saúde”, porém a palestrante citou todos os cursos da dita “área da saúde” e esqueceu a Educação Física. Juntei algumas das muitas citações que fiz ao longo dos textos para o blog e textos que postei em outras redes sociais, para tentar mostrar o papel deste profissional na vida diária das pessoas, assim como sua importância e relevância, não se limitando apenas a exercícios físicos.

Sócrates por José Toscano (1999)

"No que diz respeito à ginástica, à comida ou a bebida, deverá obedecer às orientações de seu competente mestre e não se guiar de forma alguma pelo capricho das opiniões dos demais”; aí incluso os leigos e os pseudo-profissionais”.

“Enfim, a educação do movimento humano significa mais do que realizar uma atividade motora; ou seja, para que a educação corporal possa, efetivamente, auxiliar na elevação da qualidade de vida de todos os cidadãos, é preciso que haja transcendência do saber adquirido, para práticas efetivas dentro de sua própria vida”.

Ricardo Melani (2012)

“O corpo humano é um todo. Um estado físico debilitado também debilita psicologicamente um indivíduo. Uma humilhação corporal sempre é uma humilhação moral, porque o corpo humano não é apenas um agrupamento de possibilidades biomecânicas. Nossos movimentos estão sempre carregados de sentido. Um abraço não se resume a complexos de alavancas e a pontos de rotação”.

Claudio Barbosa (2011)

 A Educação Física que não se mostre como uma constante atitude filosófica diante da sociedade em que se insere, caracteriza-se como um simples conjunto de movimentos corporais alienados”.

Nietzsche

“Há mais sabedoria em seu corpo do que em sua filosofia mais profunda. "

Renato Bittencourt (2011) ao citar a fisiologia para Nietzsche

“[...] Apresenta um campo semântico muito mais amplo, significando a conjuntura dos processos de assimilação e regulação do organismo como um todo e aos instintos e atividades que potencializam ou diminuem a sua vitalidade. Dessa maneira, a acepção nietzschiana de “fisiologia” inclui tanto o âmbito “físico” (digestão, circulação de fluídos corporais), quanto o âmbito “psíquico” (os afetos, os instintos, os estímulos nervosos)".

Marco Toigo (2006)

Em seu artigo New fundamental “resistance exercise determinants of molecular and cellular muscle adaptations”, o pesquisador Marco Toigo (mesmo não sendo essa a intenção, eu utilizei esta citação para essa finalidade) cita a busca incessante do Profissional de Educação Física, na melhor condição estrutural de melhora do seu cliente/aluno.

“Para obter uma melhor prescrição de exercícios eficaz e adaptada, deve-se determinar (1) qual condição mecano-biológica leva a qual resposta molecular/celular e (2) como essa resposta molecular/celular se relaciona com a adaptação estrutural, contrátil e metabólica.



Eu não posso me colocar no mesmo patamar destes que citei, porém, faço uma citação de um texto que escrevi comparando a academia de Platão com a academia dos dias de hoje, uma mera abordagem de UM DOS LOCAIS DE TRABALHO deste profissional!!!!

“As academias de musculação buscam o aperfeiçoamento do corpo biológico, buscam uma transformação no saber do próprio e um ensinamento não teórico (muitas vezes sim), mas físico. A academia de Platão também buscava um ensinamento, talvez por isso a relação da nomenclatura destas. Não esquecendo que dentro desta academia de Platão, ginástica era uma matéria com uma grande ênfase, assim como filosofia e matemática, ou melhor, eram as matérias ali ensinadas. 

[...] Tudo isso, para apenas dizer que na academia, você nada mais está do que se expressando e ao invés de utilizar o vocabulário, você utiliza seu corpo como meio para tal.


quinta-feira, 29 de agosto de 2019

LEIS DE NEWTON E EDUCAÇÃO FÍSICA

(Imagem retirada da internet)

Isaac Newton (1642-1727) - algumas literaturas falam que Newton nasceu no início de 1643 -  foi um dos maiores gênios que esteve presente no planeta Terra. Considerado por muitos o pai da ciência e da física, Newton fez descobertas que mudariam o rumo de tudo que era conhecido na época e até hoje. Grandes nomes, como Albert Einstein, se inspiraram nele para desenvolver suas teorias que também mudariam o mundo.
Poder relacionar Newton com a Educação Física é uma felicidade gigantesca, pois com toda a certeza, suas leis estão presentes no cotidiano dos profissionais de Educação Física e conhecê-las só nos trariam benefícios e conhecimentos mais detalhados sobre o que fazemos no nosso dia a dia.
Sir Isaac Newton afirmou que só conseguiu ver um pouco mais que os outros, porque montou nos ombros de gigantes (como Copérnico, Brahe, Kepler e nada mais nada menos que Galileu Galilei). Não podemos nos dar ao luxo de não montar nos ombros de Newton para explicar algumas questões do nosso cotidiano envolvendo a Física e a Educação Física, pois como digo, a palavra Física no nome “Educação Física”, não é para bonito. 
Para um jogador de futebol chutar a bola, ele deve ter uma “noção intuitiva” das leis de Newton. Ele deve bater na bola com uma força suficiente, atuando em um tempo adequado e em uma direção propícia.
             Newton constituiu três leis, chamadas de leis de Newton do movimento, onde ele utilizou as grandezas de deslocamento, velocidade, aceleração, força e massa. Já que nos dizemos (Educação Física) conhecedores dos movimentos humanos, integrar Newton nas nossas análises, facilita a compreensão e resolução de determinados problemas recorrentes.
a primeira afirma que, quando a força resultante que atua sobre um corpo é igual a zero, o movimento do corpo não se altera. A segunda lei de Newton relaciona a força com a aceleração quando a força resultante que atua sobre um corpo não é igual a zero. A terceira lei é uma relação entre as forças de interação que um corpo exerce sobre o outro” (Young & Freedman, 2006).
Em seu artigo “As leis de Newton e a estrutura Espaço-temporal da Mecânica Clássica”, Antunes, Galhardi e Hernaski trazem as definições das leis de uma forma também simples.  
Primeira Lei:  Todo corpo persiste em seu estado de repouso ou de movimento retilíneo uniforme a menos que seja compelido a modificar este estado pela ação de forças sobre ele.
Segunda Lei:  A soma das forças que atuam sobre um corpo é igual ao produto de seu coeficiente de inércia pela sua aceleração: F = ma.
 Terceira Lei: A toda ação que um corpo exerce sobre um segundo corpo, corresponde uma reação do segundo sobre o primeiro de mesma intensidade e sentido oposto. 


             Podemos denominar estas três leis da seguinte forma: 1ª lei (lei da inércia), 2ª (lei fundamental da dinâmica) e 3ª lei (lei da ação-reação). 
                Se considerarmos que para executar qualquer exercício físico eu precise de energia, eu posso afirmar que energia é a capacidade de realizar trabalho e que trabalho é igual a força vezes deslocamento. Para compreendermos a ideia de força aplicada em um objeto para que ele se desloque, caímos na segunda lei de Newton inevitavelmente. Quando eu pego um peso na academia e aplico uma força para fazer com que esse peso se desloque, a minha força de ação deve ser suficientemente alta para combater a reação que este peso está fazendo na minha mão, mais uma vez inevitavelmente caímos na terceira lei de Newton. 
                Este peso em determinados graus diferentes, fará uma reação de força variável, fazendo com que em determinados pontos, a aplicação da minha força varie também. 
(Imagem retirada da internet)

                 Portanto um halter de 10kg não será em toda a execução 10kg, ele alternará seu peso de acordo com a angulação de execução.
                A física, não só faz a gente entender questões de movimento, como também é utilizada para avaliar atletas de alta performance (um simples exemplo é um atleta de velocidade, como 100m, ele está aplicando uma força contra o solo que está sendo respondida na mesma proporção - Leis de Newton). Quem ama biomecânica, deve estar intimamente ligado a física.

                Para a Educação Física, nós podemos tudo, inclusive estudar aqueles nomes da física e da ciência que mencionei no início, tais como os filósofos que fizeram esses físicos partirem de um ponto de estudo. Nós somos o movimento, então, bons estudos!!

domingo, 18 de agosto de 2019

ANTROPOLOGIA EVOLUTIVA: ATIVIDADE FÍSICA PELO GOSTO OU PELA SAÚDE!!


Herman Pontzer é um professor de antropologia evolutiva da universidade Duke, na Carolina do Norte. Um dos nomes mais conhecidos na área, Herman afirma, “eu investigo a fisiologia de humanos e macacos para entender como ecologia, estilo de vida, dieta e história evolutiva afetam o metabolismo e a saúde. Também estou interessado em como a ecologia e a evolução influenciam o design musculoesquelético e a atividade física”. 

O que motiva as pesquisas sobre essas comparações, não são as semelhanças entre seres humanos e macacos, mas sim, as diferenças que lançam um novo olhar e uma nova perspectiva sobre o nosso corpo.
          Em um dos seus artigos chamado “O mais atlético dos primatas”, publicado pela Scientific American Brasil, em fevereiro de 2019, Herman foi até Uganda, para ser mais preciso no Parque Nacional Kibale,  na África Ocidental, onde ele e mais 2 pesquisadores iriam verificar o quanto chimpanzés escalam todos os dias, pois segundo ele, essa energia gasta na escalada poderia ser um fator fundamental na ecologia e na evolução dos chimpanzés, moldando sua anatomia para maximizar a eficiência da escalada, poupando assim calorias para a reprodução e para outras tarefas.

(Imagem retirada da Internet)


            Antigamente, os pesquisadores acreditavam que as características evolutivas se davam apenas anatomicamente e no comportamento, mas não afetariam as células. Conforme os anos foram passando e as pesquisas aumentando, foi visto que os seres humanos também modificaram fisiologicamente.
            Compartilhamos 97% do nosso DNA com orangotangos, gorilas, chimpanzés e bonobos (Pontzer, 2019), porém ao contrário dos nossos primos macacos, a nossa evolução nos propiciou uma dependência da atividade física. Yuval N. Harari, afirma em seu livro “Sapiens - Uma breve história da humanidade”, que ao longo dos milhares de anos de evolução, o cérebro humano foi aumentando em virtude da característica apresentada pela evolução das espécies que se seguiam, muito também pela capacidade de oxigênio ter aumentado e a caça ter sido introduzida.
 O fato é que um cérebro gigante é extremamente custoso para o corpo. Não é fácil de carregar, sobretudo quando envolvido por um crânio pesado. É ainda mais difícil de abastecer. No Homo Sapiens, o cérebro equivale a 2 ou 3% do peso corporal, mas consome 25% da energia do corpo quando está em repouso. Em comparação, o cérebro de outros primatas requer apenas 8% de energia em repouso. Os humanos arcaicos pagaram por seu cérebro grande de duas maneiras. Em primeiro lugar, passaram mais tempo em busca de comida. Em segundo lugar, seus músculos atrofiaram” (Harari, 2012, pg. 17).
            Harari ainda brinca que é como um governo que está desviando verba da defesa para a educação, onde os humanos desviaram energia do bíceps para os neurônios. Em um combate verbal, com toda a certeza um humano vence um macaco, porém em uma disputa corpo a corpo, um chimpanzé, por exemplo, é capaz de partir um ser humano no meio.
            Herman afirma que quando imaginou a vida na selva dos chimpanzés, imaginou que eles estariam lutando heroicamente dia a dia pela comida, travando batalhas árduas pela existência, contudo quando conheceu, de fato, o cotidiano deles, brincou que pareciam aposentados em um cruzeiro pelo Caribe.
Acordar ao romper da aurora e tomar café da manhã (frutas). Comer até ficar abarrotado e depois encontrar um bom lugar para cochilar, e talvez catar insetos nos pelos. Após mais ou menos uma hora (sem pressa!), encontrar uma árvore ensolarada com figos e empanturrar-se. Talvez encontrar alguns amigos, um pouco mais de catação de insetos, outro cochilo. Lá pelas cinco da tarde, jantar cedo (mais frutas, talvez algumas folhas), e está na hora de encontrar uma bela árvore onde dormir, construir nela um ninho e encerrar o dia” (Pontzer, 2019). 
(Imagem retirada da Internet)

             Segundo Herman, grandes macacos passam de oito a dez horas por dia descansando, catando insetos nos pelos e comendo antes de dormir à noite por nove ou dez horas. 

            Ainda sobre as suas pesquisas, Herman viu que chimpanzés e bonobos caminham cerca de três quilômetros por dia e gorilas e orangotangos ainda menos. Referente as escaladas, os chimpanzés escalam cerca de 100 metros por dia, o equivalente calórico a 1,5 quilômetros de caminhada. Orangotangos fazem praticamente o mesmo, e, embora sua ascensão ainda não tenha sido medida, com certeza os gorilas escalam menos” (Pontzer, 2019).
            Se formos trazer isso para os humanos, teríamos graves consequências. Ainda sobre sua pesquisa, Herman afirma que caminhar menos de 10 mil passos por dia está associado a maior risco de doenças cardiovasculares e metabólicas. Segundo alguns dados, adultos nos EUA em geral andam cerca de 5 mil passos, o que contribui para o alarmante índice de diabetes tipo 2, que afeta 25% de todas as mortes nos EUA.
            Então como eu disse no começo, baseado na pesquisa do professor Dr. Herman Pontzer, a nossa evolução nos propiciou uma dependência da atividade física, então se você não quer fazer alguma atividade porque não gosta, faça ao menos pela sua saúde.


domingo, 14 de julho de 2019

MOVIMENTO PELO MOVIMENTO?


Reflexão é um pensamento consciente de si mesmo, capaz de interrogar-se a si próprio, e por isso, quase sempre associamos reflexão à reflexão filosófica” (BARBOSA, 2011). O filme “Palavras e imagens”, traz uma dialética fundamentada na briga entre as palavras versus as imagens - proposto por dois professores de uma escola (literatura vs artes) - e qual delas seriam capazes de se expressarem da melhor maneira, de se comunicarem e promoverem pensamentos nas pessoas. 
(Imagem retirada da internet)

Segundo um dos lados, “não confiem nas palavras, as palavras são mentiras, armadilhas”, enquanto o outro argumenta que “as imagens são clichês”. Assistindo a esse conflito, me peguei pensando no movimento humano, na evolução humana. Não podemos falar de palavras e imagens sem falar nos nossos ancestrais, sem falar em antropologia evolutiva. Sabemos que a curiosidade nos fez evoluir, fez com que a partir desta evolução partes anatômicas e fisiológicas fossem adaptadas para tal evolução até os dias de hoje e que persistirão pela história.
No passado havia comunicação através de pinturas rupestres, o que fez com que ainda mais tarde fosse desenvolvido o diálogo (vocabulário), portanto percebemos na história que essas duas questões fazem parte e são essenciais para o desenvolvimento filosófico do pensar, incluindo o movimento humano. 
                                                             (Imagem retirada da internet)

Ambas são propostas por movimentos, seja bocal (palavras) ou físicos (uma imagem pintada em um quadro). O movimento se fez presente nelas e ninguém melhor do que a Educação Física para pensar neste movimento. “Nossos movimentos estão sempre carregados de sentido. Um abraço não se resume a complexos de alavancas e a pontos de rotação” (MELANI, 2012).
(Imagem retirada da internet)

A paixão por pensar, além do natural do movimento, me fez questionar movimentos corporais através do exercício físico, inclusive críticas sofridas por aqueles que querem ver algo a mais do que apenas um peso sendo levantado ou que percebem leis físicas, biológicas e químicas no próprio movimento, assim como atitudes filosóficas de contexto maior. “O segredo fundamental do cérebro um dia será descoberto, mas mesmo quando assim for, permanecerá a admiração por essa coisa molhada, que é capaz de gerar mágico cinema do pensamento, da visão, da audição e do tato, poderá um dia ser explicado como matéria vira consciência” (FRASE RETIRADA DO FILME “Palavras e imagens).
A Educação Física que não se mostre como uma constante atitude filosófica diante da sociedade em que se insere, caracteriza-se como um simples conjunto de movimentos corporais alienados” (BARBOSA, 2011).
É inegável que eu jamais poderia sintetizar a próxima citação deste texto de uma forma original, sem perder algum jogo de palavras, pelo simples fato do conjunto de dialéticas proposto por Barbosa (2011), de uma forma coerente e coesa, baseada em opiniões estabelecidas dentro de um pensar acadêmico e profissional, “Por que a educação física, na maioria das vezes, limita-se apenas ao movimento pelo movimento, ao invés de também refletir sobre o significado desses movimentos? Por que alguns professores referem-se aos que “pensam” sobre a educação física como “professores de educação física que foram ‘filosofar’, pois não sabiam praticar esporte algum”? Mas na verdade, não seriam esses “acusadores”, indivíduos, que se escondem atrás de práticas corporais estereotipadas por medo da verdade que a reflexão filosófica pode lhes revelar? E que na verdade é essa que causa tanto receio”.

Portanto, até mesmo por trás de um simples levantamento de peso, existe um sentido maior, com um movimento pensado, analisado, estruturado e através deste movimento encaixamos imagens e palavras para descrição de tal sentido refletido.



domingo, 23 de junho de 2019

ELETROCARDIOGRAMA


Desde o princípio, adianto que este post não tem o intuito de substituir ou argumentar contra qualquer opinião de algum médico, pelo contrário, vem reforçar que apenas médicos tem a permissão de prescrever e fazer a leitura, identificando se está tudo normal com o funcionamento do coração, e se não estiver, designar o que este paciente deve fazer a partir daquele momento.

              O eletrocardiograma é um dos principais exames para a verificação de como está o funcionamento do miocárdio (músculo do coração) e SEMPRE prescrito por um médico. “À medida que o impulso cardíaco cursa pelo coração, correntes elétricas se propagam para os tecidos que cercam o coração e pequena fração dessas correntes atinge a superfície do corpo. Se forem colocados eletródios sobre a pele em pontos opostos do coração, os potenciais elétricos gerados por essas correntes podem ser registrados, esse registro corresponde ao eletrocardiograma” (GUYTON & HALL, 1997).
(Imagem retirada da internet)
           Em repouso, a célula esta representada positiva por fora e negativa por dentro; ao iniciar a contração, ela, a célula, fica dividida em negativa/positiva por dentro e positiva/negativa do lado de fora; ao término da fase de contração, quando o músculo está contraído, a célula está totalmente despolarizada, fazendo, portanto, que seu meio externo fique negativo e seu meio interno positivo; quando a célula está no período de repolarização, ou seja, voltando a relaxar, acontece novamente a divisão de polaridades, o que faz com que ela torne a estar positiva/negativa por fora e negativa/positiva por dentro. Através desta despolarização e repolarização que se faz a interpretação de um exame desta magnitude.
(Imagem retirada da internet)
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O exame é composto, pelo que os médicos chamam de ondas e estas ondas representam o funcionamento do miocárdio, por sua vez, do coração. Através da verificação destas ondas é que o médico poderá saber se tudo está ocorrendo bem ou haverá alguma disfunção/arritmia do coração.  O eletrocardiograma normal é formado por uma onda P, um complexo QRS e uma onda T. O complexo QRS muitas vezes (mas nem sempre) aparece sob forma de três ondas: a onda Q, a onda R e a onda S” (GUYTON & HALL, 1997).

Segundo a Diretriz de interpretação de eletrocardiograma de repouso “A tecnologia dos computadores, inclusive dos pessoais, trouxe poderosos sistemas de captação de sinais e de avaliação de algoritmos, aumentando a dimensão do uso do eletrocardiograma. As análises de variabilidade da freqüência, potenciais tardios, dispersão do QT e alternância de T constituem Segundo a novos marcadores de doença cardíaca”.
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A onda P é causada pelos potenciais elétricos gerados pelos átrios ao se despolarizarem antes de se contraírem. O complexo QRS é causado pelos potenciais gerados quando os ventrículos se despolarizam antes de se contraírem, isto é, conforme a onda de despolarização cursa pelos ventrículos. Por conseguinte, tanto a onda P como o complexo QRS são ondas de despolarização. A onda T é causada por potenciais gerados à medida que os ventrículos se recuperam do estado de despolarização. Esse processo normalmente ocorre, no músculo ventricular, de 0,25 a 0,35 s após a despolarização, e essa onda é conhecida como uma onda de repolarização” (GUYTON &HALL, 1997).
 Se houver alguma dessas ondas divergentes do que é dado na Diretriz de interpretação de eletrocardiograma em repouso, o médico deverá interpretar esta divergência e a partir desta interpretação comunicar ao paciente as devidas atitudes a serem tomadas. As principais disfunções/arritmias são: extra sístole atrial, extra sístole ventricular e isquemia (bloqueio de sangue para a célula, resultando em infarto).
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quinta-feira, 13 de junho de 2019

SISTEMA ENDÓCRINO E EXERCÍCIO FÍSICO

               Um dos grandes nomes da história da filosofia, Sócrates, era um credor da importância do exercício físico e ainda argumentava que este, era um meio de estimular o corpo para intensificar as funções biológicas, “isto só se consegue por intermédio de exercícios, pois tais presentes não caem do céu” (TOSCANO, 1999).
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“Homeostasia é a manutenção das condições estáticas ou constantes do meio interno” (Guyton & Hall, 1997). Com isso, sabemos a importância de todos os sistemas do corpo nesta regulação da homeostasia como tentativa de manter as condições ideais. Dentro desta regulação, temos dois grandes sistemas, o sistema nervoso e o sistema endócrino, este segundo, extremamente importante com relação a secreção de hormônios.
Um hormônio é uma substância química secretada por células especializadas ou glândulas endócrinas para o sangue, para o próprio órgão ou para a linfa em quantidades normalmente pequenas e que provocam uma resposta fisiológica típica em outras células específicas. Os hormônios são reguladores fisiológicos” (SCHOTTELIUS & SCHOTTELIUS, 1978 APUD CANALI & KRUEL, 2001).
A professora Dr. Maristela Padilha fala que o sistema endócrino integra e regula as funções corporais, proporcionando estabilidade ao meio ambiente interno em conjunto com o sistema nervoso que é o responsável pela homeostasia, sendo capaz de controlar a pressão sanguínea, concentrações de íons e comportamentos, etc. Ainda acrescenta, que os múltiplos sistemas hormonais desempenham papel-chave na regulação de quase todas as funções corporais, como: metabolismo, crescimento e desenvolvimento, balanço hidroeletrolítico e reprodução.
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“O exercício gerando um desvio da homeostase orgânica leva à reorganização das respostas de diversos sistemas, entre eles o sistema imune” (ROSA E MAURO, 2002). O sistema imune está totalmente interligado com o sistema endócrino. “O sistema imunológico que protege o corpo contra as agressões internas e externas tem sua função modulada pelo sistema neuroendócrino” (MOREIRA, 2010).
(Imagem retirada da internet)

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Sócrates, como já dito, era extremamente fiel ao exercício e às suas respostas ao organismo e de certa forma criticava quem arranjava desculpas para não praticá-lo. “Sócrates era ciente dos benefícios que obteve com a prática de atividades físicas, e de forma ocasional exortava seus discípulos a respeito da importância do exercício para a saúde. Insistia vivamente com eles a não descurarem do corpo, recomendando uma refeição regulada pelo apetite e seguida de exercício moderado (TOSCANO, 1999).
O exercício físico, como Sócrates disse, estimula o corpo para intensificar as ações biológicas, dentre eles, a questão hormonal e hoje já é totalmente comprovado pelos cientistas a veracidade deste fato. “O exercício serve de estímulo para a secreção de determinados hormônios e de fator inibitório para outros” (GOULD, 1998 APUD CANALI &KRUEL, 2001). Como exemplo, vamos pegar a hipófise, uma das principais glândulas de secreção de hormônios, ligada diretamente com o hipotálamo.
(Imagem retirada da internet)
A hipófise é dividida em duas, a adeno-hipófise e a neuro-hipófise. “Além disso, a hipófise trabalha em íntima relação com o hipotálamo, sendo controlada por ele, que secreta hormônios especificamente para estimular a produção de hormônios pela hipófise” (BERNE & LEVY, 1996; GUYTON & HALL, 1997 APUD CANALI & KRUEL, 2001). A adeno-hipófise, secreta 6 hormônios importantes, dentre eles, um dos mais conhecidos e discutidos, o hormônio do crescimento humano (GH) que tem como algumas funções, aumentar a captação de aminoácidos e da síntese protéica pelas células, aumento da utilização de lipídios e diminuição de glicose para a obtenção de energia e crescimento tecidual, além de outras funções.
Portanto, o exercício potencializa a secreção destes hormônios pelo nosso corpo como forma de aumentar a produção de tais. Esses aumentos, por vezes, são de extrema importância para a manutenção do meio interno, dando suporte e respostas ao meio externo. 

terça-feira, 11 de junho de 2019

TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES


Muitas pessoas já ouviram falar em fibra branca e fibra vermelha, realmente existe essa diferença? Será que no nosso corpo, há uma diferenciação na coloração das fibras? E se tiver, por quê?
No corpo humano, temos a existência de 2 tipos de fibras musculares conhecidas. A diferenciação destas fibras se dá por questões fisiológicas ou estruturais.
             “Several classification techniques differentiate fibers based on different myosin structures (isoforms) or physiologic capabilities” (SCOTT, STEVENS, MACLEOD, 2001).
            “Várias técnicas de classificação diferenciam as fibras com base em diferentes estruturas de miosina (isoformas) ou capacidades fisiológicas”.

Antigamente, as definições vinham apenas da capacidade de contração da fibra, ou seja, da velocidade de encurtamento na qual essa fibra exercia. Segundo Scott, Stevens e Macleod (2001), essa divisão das fibras correspondia a uma diferença morfológica, com isso, as fibras de contração rápida apareceriam brancas e as fibras de contração lenta apareceriam vermelhas. Essa vermelhidão, ainda segundo eles, seria resultado de quantidades elevadas de mioglobina e um alto conteúdo capilar, que juntos contribuem para a maior capacidade oxidativa dos músculos vermelhos em comparação os músculos brancos. 

“This histochemical analysis led to the original division of muscle fibers into type I (slow) and type II (fast). Currently, muscle fibers are typed using 3 different methods: histochemical staining for myosin ATPase, myosin heavy chain isoform identification, and biochemical identification of metabolic enzymes” (SCOTT, STEVENS, MACLEOD, 2001).

“Essa análise histoquímica levou à divisão original das fibras musculares em tipo I (lento) e tipo II (rápido). Atualmente, as fibras musculares são digitadas usando 3 métodos diferentes: coloração histoquímica para ATPase de miosina, identificação da isoforma da cadeia pesada da miosina e identificação bioquímica de enzimas metabólicas”.
As fibras do tipo II ainda se dividem em duas, as do tipo a e do tipo x. A diferenciação delas se da por conta de algumas questões fisiológicas. As do tipo a, se assemelham tanto com as do tipo x quanto as do tipo I, enquanto as do tipo x se diferenciam totalmente das fibras do tipo I. Portando, podemos dizer que as fibras do tipo II a são intermediárias. Muito já ouvimos falar nas fibras do tipo II b, porém essas fibras, para o meio científico, são as fibras de ratos, pois grande parte dos experimentos são feitos com eles.
FIBRA TIPO I           FIBRA TIPOIIa       FIBRA TIPO IIx
(Imagem retirada da internet)
           Alexandre Kessler, trouxe no seu curso de “Métodos avançados de hipertrofia”, a ideia (baseada em artigos), da ativação das fibras durante uma sessão de treinos na musculação. Onde:
Tensão Mecânica                                             Lesão Tecidual                               Estresse Metabólico
Via ATP/CP                                                       Via Glicolítica                                  Via Glicolítica
15”/20”  execução                                           20”/75” execução                          75”/90” execução
85% carga máxima                                           7-12 RM                                           12-15 RM
5/6 RM                                                                Hipertrófico                                      Repetições contínuas
FIBRA TIPO IIx                                                    FIBRA TIPO IIa/x                            FIBRA TIPO I/IIa


(Imagem retirada do professor Dr. André Lopes)