O exercício
físico vem sendo muito estudado e relacionado com metabolismo energético, assim
como lipídico e lipoprotéico. Muitos já ouviram falar em HDL, VLDL e LDL, mas o
que essas siglas têm a ver com exercício físico? TUDO!
Lá em
bioquímica, somos apresentados ao metabolismo. Posteriormente, apresentam-nos os lipídios, substâncias hidrofóbicas, ou seja, que não são solúveis em água.
Principal fonte de energia, porém com mais dificuldade de ser quebrada por nosso
metabolismo e por conta disso nosso corpo opta pelos carboidratos, sendo a 1ª
fonte de energia. O excesso desses macronutrientes é estocado no tecido
adiposo, virando o terror do ser humano, gordura.
(imagem retirada da Internet)
Os
esteroides são compostos por uma substância primordial chamada de colesterol,
pioneira de sais biliares, hormônios sexuais (testosterona e estrógeno) e
vitamina D. O colesterol é sintetizado no fígado e participa da formação das
membranas celulares. Segundo a Dr. Cláudia Funchal, no sangue humano, o
colesterol é transportado associado às lipoproteínas. Diversas pesquisas vêm
comprovando a eficácia de exercícios físicos no combate de colesterol,
triglicerídeos e LDL.
HDL -> Lipoproteína de alta
densidade (famoso colesterol bom)
VLDL -> Lipoproteína de
densidade muito baixa
LDL -> Lipoproteína de baixa
densidade (famoso colesterol ruim)
(imagem retirada da Internet)
Essas
pesquisas mostram que quando fazemos a prática de algum exercício regularmente,
os níveis de HDL aumentam, fazendo com que os de VLDL diminuam e havendo uma
modificação na estrutura do LDL, relacionado à atividade enzimática (ZANELLA, SOUZA e GODOY, 2007). “As
alterações séricas de HDL são atribuídas à diminuição de sua degradação no
fígado e aumento de sua síntese” (ZANELLA,
SOUZA e GODOY, 2007). Ainda segundo Zanella, Souza e Godoy há um aumento de
formação de HDL na corrente sanguínea após o exercício físico, o que seria um
outro fator totalmente benéfico para os seres humanos. Porém, mesmo com tudo
isso, não podemos esquecer dos radicais livres.
(imagem retirada da Internet)
Conforme Schneider e Oliveira, os
radicais livres de oxigênio (RLO), também chamados apenas de radicais livres,
são resultados do aumento do consumo de oxigênio, tanto quanto na ativação de
vias metabólicas específicas durante ou após o exercício. “Os radicais livres
(RLO) são produzidos naturalmente em nosso organismo através de processos
metabólicos oxidativos e, muitas vezes, são de extrema utilidade, como nas
situações em que há necessidade de ativação do sistema imunológico” (SCHNEIDER e OLIVEIRA, 2004). O único
problema é quando os radicais livres são formados em excesso.
Usa-se
estresse oxidativo (EO) no momento em que o desafio por RLO tem efeito em dano
tecidual ou na produção de compostos tóxicos ou até prejudiciais aos tecidos (SCHNEIDER e OLIVEIRA, 2007). “O desequilíbrio entre o desafio oxidativo e
a capacidade de defesa antioxidante do organismo é denominado de estresse
oxidativo” (DUDA, 2013).
Um exemplo clássico de estresse
oxidativo é o famoso overtraining. Imaginemos um jogador de futebol com
um volume alto de treino diariamente e no domingo joga uma partida por um
campeonato e na quarta por outro, mantendo o alto volume de treinos durante o
resto da semana e com poucas folgas. As chances deste jogador desenvolver um estresse
oxidativo são gigantescas, assim como as chances de desenvolver lesões estão na
mesma proporção.
(imagem retirada da Internet)