Uma das
frases mais impactantes dentro da filosofia sem dúvida é a do francês René
Descartes, que disse “Cogito ergo sum” (penso, logo existo). “E, como sabemos
que Descartes via o ato de pensar como uma atividade separada do corpo, essa
afirmação celebra a separação da mente, a “coisa pensante” (res cogitans), do
corpo não pensante, o qual tem extensão e partes mecânicas (res extensa)” (DAMÁSIO, 1994, pg. 218). Através disso
percebemos que Descartes divide o ser humano em corpo e mente. Quando falamos
em mente, falamos em sistema nervoso. O Tratado de Fisiologia Médica (1997)
traz a ideia de que o sistema nervoso recebe literalmente milhões de bits de informações dos diferentes
órgãos sensoriais (via aferente) e, depois, integra todos para determinar a
resposta a ser dada pelo corpo (via eferente), movimento mecânico.
Cada vez mais
tenta-se comprovar pela ciência e a resposta é sempre positiva de que corpo e
mente estão totalmente ligados. Wilmore e Costill afirmam em seu livro Fisiologia
do Esporte e do Exercício (2001) que o sistema nervoso planeja, inicia e
coordena todos os movimentos humanos.
O sistema nervoso
compreende a região do Encéfalo (cérebro, diencéfalo, cerebelo e tronco
cerebral) e da medula espinhal, também chamado de sistema nervoso central
(SNC). Também teremos o sistema nervoso periférico (SNP) que compreende os nervos
cranianos e espinhais.
(IMAGEM RETIRADA DA INTERNET)

Podemos
perceber então que o exercício físico ajuda num desenvolvimento cognitivo e até
mesmo motor, baseado em várias adaptações no sistema neuromuscular. “Enoka
apresentou um argumento convincente de que o ganho de força pode ser obtido sem
alterações estruturais do músculo, mas não sem adaptações neurais. Assim, a
força não é somente uma propriedade do músculo. Ao contrário, ela é propriedade
do sistema motor” (WILMORE e COSTILL, 2001,
pg. 88).
Por isso, a
iniciação no esporte, mesmo sem fins de alto rendimento, deve ser feita em
crianças o quanto antes, pois ajudará ela no futuro e até mesmo no seu desenvolvimento
neural ao longo do seu crescimento. As escolas são de extrema importância para
essa integração de crianças com as atividades físicas, pois a Educação Física
deve ser uma matéria como todas as outras e não um período vago onde os alunos
fazem o que querem, pois, essas atividades poderão facilitar o entendimento dos
alunos em matérias consideradas mais difíceis pela capacidade de cognição ser
maior em praticantes de atividades físicas.
“Por exemplo,
tem-se demonstrado que escolares fisicamente ativos apresentam uma maior
facilidade no processo de aprendizagem, razão pela qual se sugere que o
treinamento físico possa ser de suma relevância não apenas para o crescimento e
desenvolvimento físico, mas também intelectual” (FILHO, et. al. 2014).


