domingo, 19 de maio de 2019

RELAÇÃO DO SISTEMA NERVOSO COM ATIVIDADE FÍSICA



Uma das frases mais impactantes dentro da filosofia sem dúvida é a do francês René Descartes, que disse “Cogito ergo sum” (penso, logo existo). “E, como sabemos que Descartes via o ato de pensar como uma atividade separada do corpo, essa afirmação celebra a separação da mente, a “coisa pensante” (res cogitans), do corpo não pensante, o qual tem extensão e partes mecânicas (res extensa)” (DAMÁSIO, 1994, pg. 218). Através disso percebemos que Descartes divide o ser humano em corpo e mente. Quando falamos em mente, falamos em sistema nervoso. O Tratado de Fisiologia Médica (1997) traz a ideia de que o sistema nervoso recebe literalmente milhões de bits de informações dos diferentes órgãos sensoriais (via aferente) e, depois, integra todos para determinar a resposta a ser dada pelo corpo (via eferente), movimento mecânico.    

Cada vez mais tenta-se comprovar pela ciência e a resposta é sempre positiva de que corpo e mente estão totalmente ligados. Wilmore e Costill afirmam em seu livro Fisiologia do Esporte e do Exercício (2001) que o sistema nervoso planeja, inicia e coordena todos os movimentos humanos. 
O sistema nervoso compreende a região do Encéfalo (cérebro, diencéfalo, cerebelo e tronco cerebral) e da medula espinhal, também chamado de sistema nervoso central (SNC). Também teremos o sistema nervoso periférico (SNP) que compreende os nervos cranianos e espinhais.


(IMAGEM RETIRADA DA INTERNET)



Podemos perceber então que o exercício físico ajuda num desenvolvimento cognitivo e até mesmo motor, baseado em várias adaptações no sistema neuromuscular. “Enoka apresentou um argumento convincente de que o ganho de força pode ser obtido sem alterações estruturais do músculo, mas não sem adaptações neurais. Assim, a força não é somente uma propriedade do músculo. Ao contrário, ela é propriedade do sistema motor” (WILMORE e COSTILL, 2001, pg. 88).
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Por isso, a iniciação no esporte, mesmo sem fins de alto rendimento, deve ser feita em crianças o quanto antes, pois ajudará ela no futuro e até mesmo no seu desenvolvimento neural ao longo do seu crescimento. As escolas são de extrema importância para essa integração de crianças com as atividades físicas, pois a Educação Física deve ser uma matéria como todas as outras e não um período vago onde os alunos fazem o que querem, pois, essas atividades poderão facilitar o entendimento dos alunos em matérias consideradas mais difíceis pela capacidade de cognição ser maior em praticantes de atividades físicas.
“Por exemplo, tem-se demonstrado que escolares fisicamente ativos apresentam uma maior facilidade no processo de aprendizagem, razão pela qual se sugere que o treinamento físico possa ser de suma relevância não apenas para o crescimento e desenvolvimento físico, mas também intelectual” (FILHO, et. al. 2014).
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