quarta-feira, 5 de junho de 2019

CONTRAÇÃO MUSCULAR: MAIS QUE UMA SIMPLES CONTRAÇÃO

Ao longo de sua trajetória filosófica, Nietzsche começou a se aproximar com a “fisiologia”, que para ele, não se reduziria apenas a uma noção do material/corporal e sim uma ideia muito mais ampla da coisa. “[...] Apresenta um campo semântico muito mais amplo, significando a conjuntura dos processos de assimilação e regulação do organismo como um todo e aos instintos e atividades que potencializam ou diminuem a sua vitalidade. Dessa maneira, a acepção nietzschiana de “fisiologia” inclui tanto  o âmbito “físico” (digestão, circulação de fluídos corporais), quanto o âmbito “psíquico” (os afetos, os instintos, os estímulos nervosos)" (BITTENCOURT, 2011).  E é através desses estímulos nervosos que iniciamos a contração muscular, ou em todo caso, cada movimento do nosso corpo.
There is more wisdom in your body than in your deepest philosophy."
“Há mais sabedoria em seu corpo do que em sua filosofia mais profunda. "
- Friedrich Nietzsche
(Imagens retiradas da Internet)


Existem 3 tipos de músculos no nosso corpo, o músculo cardíaco, os músculos lisos e os músculos esqueléticos. Apenas os músculos esqueléticos nós podemos controlar voluntariamente e sobre eles se baseará o nosso foco. Sabe aquela caneta que você pegou hoje? Sabe aquele garfo que você usou para comer? Sabe a anilha que você levantou no seu treino? Então, em todos esses momentos nós obtivemos contrações musculares, cada qual com o seu número respectivo de fibras.
             Devemos isso a uma coisa chamada fuso muscular. O fuso muscular se localiza no ventre dos músculos, onde contém as fibras musculares. Ele informa quanto de tensão nas fibras será necessário para que haja forças o suficiente; basicamente seleciona quantas fibras serão necessárias para a execução daquilo que pretendemos e respondem a qualquer estiramento do músculo. O músculo é ligado ao osso através de um tecido conectivo, chamado de tendão, portanto quando o músculo contrair ele irá puxar a parte fixa, no caso, os ossos. Nesse tendão haverá uma coisa chamada de órgão tendinoso de golgi (OTG), que tem como função dizer até onde o músculo poderá ser estirado. Ambos têm essas capacidades, porque têm receptores sensoriais que se ligam ao sistema nervoso. 
(Imagem retirada da internet)




Para entendermos a contração muscular, precisamos entender algumas partes do músculo. Os filamentos proteicos de actina (filamentos finos) e miosina (filamentos grossos), estão dentro de algo chamado sarcômero, que é a menor unidade funcional de um músculo. Os sarcômeros são unidades contráteis de uma miofibrila, várias miofibrilas compõe uma fibra muscular. Portanto, diversos sarcômeros, um ao lado do outro compõe as miofibrilas.
Fibra Muscular -> Miofibrilas -> Sarcômeros -> Actina e Miosina 


(Imagem retirada da internet)
(Imagem retirada da internet)


 
Lembra daqueles estímulos nervosos citados lá no início, que Nietzsche também comentava? Vimos que eles estavam presentes no fuso e no OTG e como eles fazem parte do músculo, obviamente, estarão presentes aqui também.  As fibras musculares são inervadas por neurônios e através dos sinais que eles irão mandar, elas irão responder. O bulbo sináptico é a terminação de um neurônio e essa terminação junto ao músculo formam a junção neuromuscular, onde ocorre essa troca de sinais.
(Imagem retirada da internet)

Esses sinais causam aquilo que já vimos, o potencial de ação, que irá despolarizar a membrana das células, fazendo com que essas células atinjam seu limiar. Então, quando este sinal entra na fibra muscular, já despolarizando a membrana, ele irá se propagar pelos famosos túbulos T que permitem a propagação deste potencial e irão liberar o cálcio acumulado no retículo sarcoplasmático no sarcoplasma, fazendo com que haja uma interação entre as proteínas de actina e miosina. Os filamentos de miosina “puxam” os filamentos de actina formando as pontes cruzadas. O cálcio auxilia neste processo de “junção” dos filamentos. “As cabeças de miosina interagem com áreas específicas nos filamentos finos para formar as pontes cruzadas e gerar uma tensão associada à contração muscular” (MAUGHAN, GLEESON, GREENHAF, 2000, pg. 5).
(Imagem retirada da internet)






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