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| (Imagem retirada da internet) |
“Homeostasia é a manutenção das condições
estáticas ou constantes do meio interno” (Guyton & Hall, 1997). Com isso,
sabemos a importância de todos os sistemas do corpo nesta regulação da
homeostasia como tentativa de manter as condições ideais. Dentro desta
regulação, temos dois grandes sistemas, o sistema nervoso e o sistema endócrino,
este segundo, extremamente importante com relação a secreção de hormônios.
“Um hormônio é uma substância química
secretada por células especializadas ou glândulas endócrinas para o sangue,
para o próprio órgão ou para a linfa em quantidades normalmente pequenas e que
provocam uma resposta fisiológica típica em outras células específicas. Os hormônios
são reguladores fisiológicos” (SCHOTTELIUS & SCHOTTELIUS, 1978 APUD CANALI
& KRUEL, 2001).
A professora
Dr. Maristela Padilha fala que o sistema endócrino integra e regula as funções
corporais, proporcionando estabilidade ao meio ambiente interno em conjunto com
o sistema nervoso que é o responsável pela homeostasia, sendo capaz de
controlar a pressão sanguínea, concentrações de íons e comportamentos, etc. Ainda
acrescenta, que os múltiplos sistemas hormonais desempenham papel-chave na
regulação de quase todas as funções corporais, como: metabolismo, crescimento e
desenvolvimento, balanço hidroeletrolítico e reprodução.
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“O exercício gerando um desvio da homeostase
orgânica leva à reorganização das respostas de diversos sistemas, entre eles o
sistema imune” (ROSA E MAURO, 2002). O sistema imune está totalmente interligado
com o sistema endócrino. “O sistema
imunológico que protege o corpo contra as agressões internas e externas tem sua
função modulada pelo sistema neuroendócrino” (MOREIRA, 2010).
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Sócrates, como
já dito, era extremamente fiel ao exercício e às suas respostas ao organismo e
de certa forma criticava quem arranjava desculpas para não praticá-lo. “Sócrates era ciente dos benefícios que
obteve com a prática de atividades físicas, e de forma ocasional exortava seus
discípulos a respeito da importância do exercício para a saúde. Insistia
vivamente com eles a não descurarem do corpo, recomendando uma refeição
regulada pelo apetite e seguida de exercício moderado (TOSCANO, 1999).
O exercício físico,
como Sócrates disse, estimula o corpo para intensificar as ações biológicas,
dentre eles, a questão hormonal e hoje já é totalmente comprovado pelos
cientistas a veracidade deste fato. “O exercício serve de estímulo para a secreção
de determinados hormônios e de fator inibitório para outros” (GOULD, 1998 APUD
CANALI &KRUEL, 2001). Como exemplo, vamos pegar a hipófise, uma das
principais glândulas de secreção de hormônios, ligada diretamente com o hipotálamo.
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A hipófise é
dividida em duas, a adeno-hipófise e a neuro-hipófise. “Além disso, a hipófise
trabalha em íntima relação com o hipotálamo, sendo controlada por ele, que
secreta hormônios especificamente para estimular a produção de hormônios pela
hipófise” (BERNE & LEVY, 1996; GUYTON & HALL, 1997 APUD CANALI &
KRUEL, 2001). A adeno-hipófise, secreta 6 hormônios importantes, dentre eles,
um dos mais conhecidos e discutidos, o hormônio do crescimento humano (GH) que
tem como algumas funções, aumentar a captação de aminoácidos e da síntese
protéica pelas células, aumento da utilização de lipídios e diminuição de
glicose para a obtenção de energia e crescimento tecidual, além de outras
funções.
Portanto, o
exercício potencializa a secreção destes hormônios pelo nosso corpo como forma
de aumentar a produção de tais. Esses aumentos, por vezes, são de extrema importância para a manutenção do meio interno, dando suporte e respostas ao meio externo.





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