terça-feira, 11 de junho de 2019

TIPOS DE FIBRAS MUSCULARES


Muitas pessoas já ouviram falar em fibra branca e fibra vermelha, realmente existe essa diferença? Será que no nosso corpo, há uma diferenciação na coloração das fibras? E se tiver, por quê?
No corpo humano, temos a existência de 2 tipos de fibras musculares conhecidas. A diferenciação destas fibras se dá por questões fisiológicas ou estruturais.
             “Several classification techniques differentiate fibers based on different myosin structures (isoforms) or physiologic capabilities” (SCOTT, STEVENS, MACLEOD, 2001).
            “Várias técnicas de classificação diferenciam as fibras com base em diferentes estruturas de miosina (isoformas) ou capacidades fisiológicas”.

Antigamente, as definições vinham apenas da capacidade de contração da fibra, ou seja, da velocidade de encurtamento na qual essa fibra exercia. Segundo Scott, Stevens e Macleod (2001), essa divisão das fibras correspondia a uma diferença morfológica, com isso, as fibras de contração rápida apareceriam brancas e as fibras de contração lenta apareceriam vermelhas. Essa vermelhidão, ainda segundo eles, seria resultado de quantidades elevadas de mioglobina e um alto conteúdo capilar, que juntos contribuem para a maior capacidade oxidativa dos músculos vermelhos em comparação os músculos brancos. 

“This histochemical analysis led to the original division of muscle fibers into type I (slow) and type II (fast). Currently, muscle fibers are typed using 3 different methods: histochemical staining for myosin ATPase, myosin heavy chain isoform identification, and biochemical identification of metabolic enzymes” (SCOTT, STEVENS, MACLEOD, 2001).

“Essa análise histoquímica levou à divisão original das fibras musculares em tipo I (lento) e tipo II (rápido). Atualmente, as fibras musculares são digitadas usando 3 métodos diferentes: coloração histoquímica para ATPase de miosina, identificação da isoforma da cadeia pesada da miosina e identificação bioquímica de enzimas metabólicas”.
As fibras do tipo II ainda se dividem em duas, as do tipo a e do tipo x. A diferenciação delas se da por conta de algumas questões fisiológicas. As do tipo a, se assemelham tanto com as do tipo x quanto as do tipo I, enquanto as do tipo x se diferenciam totalmente das fibras do tipo I. Portando, podemos dizer que as fibras do tipo II a são intermediárias. Muito já ouvimos falar nas fibras do tipo II b, porém essas fibras, para o meio científico, são as fibras de ratos, pois grande parte dos experimentos são feitos com eles.
FIBRA TIPO I           FIBRA TIPOIIa       FIBRA TIPO IIx
(Imagem retirada da internet)
           Alexandre Kessler, trouxe no seu curso de “Métodos avançados de hipertrofia”, a ideia (baseada em artigos), da ativação das fibras durante uma sessão de treinos na musculação. Onde:
Tensão Mecânica                                             Lesão Tecidual                               Estresse Metabólico
Via ATP/CP                                                       Via Glicolítica                                  Via Glicolítica
15”/20”  execução                                           20”/75” execução                          75”/90” execução
85% carga máxima                                           7-12 RM                                           12-15 RM
5/6 RM                                                                Hipertrófico                                      Repetições contínuas
FIBRA TIPO IIx                                                    FIBRA TIPO IIa/x                            FIBRA TIPO I/IIa


(Imagem retirada do professor Dr. André Lopes)





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