Muitas pessoas
já ouviram falar em fibra branca e fibra vermelha, realmente existe essa
diferença? Será que no nosso corpo, há uma diferenciação na coloração das
fibras? E se tiver, por quê?
No corpo
humano, temos a existência de 2 tipos de fibras musculares conhecidas. A
diferenciação destas fibras se dá por questões fisiológicas ou estruturais.
“Several classification techniques differentiate fibers
based on different myosin structures (isoforms) or physiologic capabilities” (SCOTT, STEVENS, MACLEOD, 2001).
“Várias técnicas de classificação diferenciam as fibras com base
em diferentes estruturas de miosina (isoformas) ou capacidades fisiológicas”.
Antigamente,
as definições vinham apenas da capacidade de contração da fibra, ou seja, da velocidade
de encurtamento na qual essa fibra exercia. Segundo Scott, Stevens e Macleod
(2001), essa divisão das fibras correspondia a uma diferença morfológica, com
isso, as fibras de contração rápida apareceriam brancas e as fibras de
contração lenta apareceriam vermelhas. Essa vermelhidão, ainda segundo eles,
seria resultado de quantidades elevadas de mioglobina e um alto conteúdo
capilar, que juntos contribuem para a maior capacidade oxidativa dos músculos
vermelhos em comparação os músculos brancos.
“This
histochemical analysis led to the original division of muscle fibers into type
I (slow) and type II (fast). Currently, muscle fibers are typed using 3
different methods: histochemical staining for myosin ATPase, myosin heavy chain
isoform identification, and biochemical identification of metabolic enzymes” (SCOTT, STEVENS, MACLEOD, 2001).
“Essa
análise histoquímica levou à divisão original das fibras musculares em tipo I
(lento) e tipo II (rápido). Atualmente, as fibras musculares são digitadas usando 3 métodos diferentes: coloração histoquímica para ATPase de miosina, identificação da isoforma da cadeia pesada da miosina e identificação bioquímica de enzimas metabólicas”.
As fibras do tipo II ainda se dividem em duas, as do tipo a e do tipo x. A diferenciação delas se da por conta de algumas questões fisiológicas. As do tipo a, se assemelham tanto com as do tipo x quanto as do tipo I, enquanto as do tipo x se diferenciam totalmente das fibras do tipo I. Portando, podemos dizer que as fibras do tipo II a são intermediárias. Muito já ouvimos falar nas fibras do tipo II b, porém essas fibras, para o meio científico, são as fibras de ratos, pois grande parte dos experimentos são feitos com eles.
FIBRA TIPO I FIBRA TIPOIIa FIBRA TIPO IIx
(Imagem retirada da internet)
Alexandre Kessler, trouxe no seu curso
de “Métodos avançados de hipertrofia”, a ideia (baseada em artigos), da
ativação das fibras durante uma sessão de treinos na musculação. Onde:
Tensão Mecânica Lesão Tecidual Estresse
Metabólico
Via ATP/CP Via Glicolítica Via Glicolítica
15”/20” execução 20”/75” execução 75”/90” execução
85% carga máxima 7-12
RM 12-15
RM
5/6
RM Hipertrófico Repetições
contínuas
FIBRA TIPO IIx
FIBRA TIPO IIa/x FIBRA TIPO I/IIa
(Imagem retirada do professor Dr. André Lopes)


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