Os
Potenciais de Ação (PA) fazem a inversão da polaridade da membrana
(despolarização). “As células nervosas transmitem informações umas para as
outras por meio de impulsos elétricos denominados potenciais de ação (PA)” (BECK, et. al., 2011). Para entendermos melhor isso, vamos as células e os líquidos delas.
Vamos
imaginar que o corpo humano é uma cidade, se houvesse casas espalhadas
aleatoriamente por um determinado território, não seriam nada, seriam apenas
casas espalhadas. Já quando elas têm um propósito, um sentido, eu posso
considerá-las uma cidade e é a mesma coisa com o corpo. Iremos chamar as casas de células, as ruas iremos chamar de LEC (líquido extracelular), pois as ruas dão sentido as
casas e o LEC dá sentido para que as células mantenham a vida celular.
No LEC,
passam íons e nutrientes, então vamos imaginar que as pessoas são os íons e os
carros os nutrientes. Portanto irão passar 3 tipos de íons e 4 de nutrientes,
no caso são:
ÍONS: Sódio, Cloreto e Bicarbonato;
NUTRIENTES: Oxigênio, Glicose, Aminoácidos e Ácidos Graxos;
Na figura abaixo, percebemos que as casas são iguais,
porém em tamanhos e proporções distintas, pois as células são diferentes, mas
com as mesmas capacidades, no caso as organelas que compões elas. Então a
estrutura é igual, entretanto o tamanho e a função são diferentes. Dentro
dessas células, têm o LIC (líquido intracelular). O LIC contém grandes
quantidades de íons Potássio, Magnésio e Fosfato. O que difere o LIC do LEC,
além dos íons, é onde eles estão concentrados. Um está fora da célula, dando
sentido para os íons e para os nutrientes (LEC) e o outro está dentro da célula
(LIC).
Depois de
entendermos isso, vamos para às células. Quando as células estão em repouso, os
canais de sódio estão sempre fechados.
Portanto em repouso, a tendência do Potássio (K) é acumular
dentro da célula (canais abertos) e do Sódio (Na) fora da célula (canais fechados).
·
Com isso, a parte interna da célula está
negativa (menos positiva que a de fora).
“J.
Bernstein (1839–1917) began the use of quantitative measurement of nervous
phenomena to investigate the mechanism of propagation of the action potential
in 1868 with his measurement of the time course of the potential, its latency,
rise-time and decay [8]. This led him to his famous theory that the membrane of
nerve and muscle is normally polarised at rest with an excess of negative ions
on the inside and of positive ions on the outside” (BENNETT, 1999).
TRADUTOR: J.
Bernstein (1839-1917) iniciou o uso da medição quantitativa de fenômenos
nervosos para investigar o mecanismo de propagação do potencial de ação em 1868
com sua medida do curso do tempo do potencial, sua latência, tempo de subida e
decaimento [8]. Isto levou-o à sua famosa teoria de que a membrana do nervo e do
músculo é normalmente polarizada em repouso com um excesso de íons negativos no
interior e de íons positivos no exterior.
Vamos pegar
as células musculares, por exemplo, para dar estímulo de contração, eu tenho
que abrir o canal do sódio, fazendo com que o sódio torne a célula positiva.
“Existem canais de Sódio que abrem com voltagem e não com estímulo. Todo
estímulo fará com que uma voltagem seja alcançada” (RIBEIRO, 2019). Essa voltagem é chamada de limiar, quando um estímulo atinge este limiar acontece a despolarização da membrana (potencial de ação).
Para voltar
ao repouso, a célula deve ficar negativa (menos positiva). Como os canais de
sódio estão fechados, abre um canal de Potássio e esse Potássio sairá deixando
a célula equilibrada. A Bomba Sódio
Potássio faz com que o Sódio saia e o Potássio volte para dentro da célula.
Quando um outro estímulo for dado acontecerá tudo de novo.
(Imagem retirada do Google)
Segundo BECK, et. al.(2011), o potencial de ação é originado por uma desordem do estado de repouso da
membrana celular, com mudança no fluxo de íons por meio desta mesma membrana e isso fará com que haja uma alteração na concentração iônica nos meios intra e extracelular.


